A Maravilhosa notícia do evangelho




Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação daquele que crê: primeiro do judeu, e também do grego.” Romanos 1:16

A Epístola de Paulo aos Romanos é considerada por alguns como a Pérola do NT. Todos os seus 16 capítulos fazem com que cada um de nós desenvolva um estado de perplexidade quanto à grandeza, poder e magnificência de Deus. Sem dúvida alguma podemos afirmar que a carta de Paulo aos Romanos é uma espécie de Manifesto Cristão, de duração eterna.
Na minha persperctiva acredito, que todo cristão deveria conhecer bem a mensagem desta carta. A história registra que Crisóstomo, pregador do século V pedia que esta carta fosse lida para ele em voz alta uma vez na semana. Agostinho, não teria sua vida nas mãos de Deus se não fosse sua milagrosa conversão através da Carta aos Romanos. Lutero considerava o que há de mais puro no evangelho e lendo-a foi inspirado por Deus para se insurgir contra os caminhos enganosos que seguia a igreja no século XVI. John Wesley um dos maiores avivalistas da Europa teve seu encontro com Deus através desta carta. John Stott afirma que a epístola aos Romanos é o manifesto mais completo e coerente que se encontra no NT.
Ora, nela o apóstolo Paulo expõe todo o conselho de Deus; o pecado e a perdição do homem, a morte de Cristo para salvá-lo, a fé em cristo com único requisito para ser aceito por Deus, a obra do Espírito Santo para o crescimento em santidade, o lugar de Israel no propósito de Deus e as implicações éticas do evangelho. Alias este livro trata do evangelho!
Ao ler o livro de Romanos somos tomados pela convicção que o evangelho é muito mais que elucubrações humanas. De fato , as boas novas da salvação eterna ultrapassam todos as concepções naturais elaboradas pelos homens quanto ao que seja o evangelho, senão vejamos:

1) O Evangelho é de Deus. Cf. Rm 1:1; II Ts 1:08; I Tm 1:11; Rm 1:9; II Co 4:04; – Veja bem, o evangelho não é meu, nem tampouco de minha denominação, nem de particular elucidação. O evangelho pertence exclusivamente a Deus. O evangelho começa e termina com Deus. Com o que Deus é não com o que queremos ou pensamos necessitar.

2) O Evangelho é a mensagem de Deus para a humanidade. Recebê-lo é receber o próprio Deus.

3) O Evangelho é o meio da graça de Deus se manifestar em nossas vidas e conseqüentemente em toda sociedade humana.

4) O Evangelho é a Boas nova de Deus. A palavra Evangelho significa “boa nova”. Você já se deu conta que o homem tem uma grande atração por notícias? Na verdade existem centenas de agências especializadas em divulgar notícias. E o Interessante que a maioria das notícias que ouvimos sobre assuntos relativos ao homem e sua sociedade são ruins.: a violência, a ausência de Paz, o desamor o desequilíbrio social. Enfim, se repararmos, as novas que recebemos cotidianamente nem sempre são boas. Contudo mesmo em meio ao caos instalado na sociedade devido ao pecado, o evangelho continua sendo a grande e melhor notícia.
As boas novas do evangelho é que Jesus morreu na cruz em meu lugar. E ao morrer na cruz ele estava tomando sobre si todas as nossas iniqüidades (Is 53:02) , isto é , estava assumindo o lugar que era nosso, estava levando sobre si todas as nossas maldições, e proporcionando por intermédio do seu sangue reconciliação do homem com Deus. Colossensses nos ensina que Jesus Cancelou ( Eksaleipho – apagou) o escrito de dívida que era contra nós que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial. O texto diz que o Senhor removeu inteiramente encravando-o na cruz. O sacrifício de Jesus foi suficiente para perdoar todas as nossas transgressões e nos purificar de Todas as nossas iniqüidades. (Hb 9:14; Hb 10:11; Rm 5:8-9)

5) O evangelho não é uma discussão ou debate é uma proclamação!

6) O Evangelho são as boas novas sobre o que Jesus Cristo fez em sua morte e ressurreição. Em I Coríntios 15:3-4 temos uma definição infalível do Evangelho.O Evangelho é composto de três fatos:Cristo morreu;foi sepultado;ressuscitou dentre os mortos.Estes fatos nos apontam o amor imensurável de Deus. Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito pra morrer no meu e seu lugar. Cristo fez tudo isto movido por amor e graça. Isto ele fez, para nos tornar justos diante de Deus .Ele morreu para nos livrar da maldição, fazendo-Se maldição por nós. Sua morte foi em nosso lugar.

7) O Evangelho são as boas novas porque revela o jeito pelo qual Deus faz de uma pessoa injusta, um justo.

8)O Evangelho é a proclamação alegre da atividade redentora de Deus em Jesus Cristo a favor do homem escravizado pelo pecado.

9) O Evangelho não é o produto de uma igreja desnorteada que medita sobre a relevância teológica da sexta-feira santa. É pelo contrário Poder de Deus. Cf. Rm 1:16 – Isto porque, como instrumento do espírito Santo, convence (I Ts 1:05) e converte (Cl 1:06). Ele não pode ser algemado (II Tm 2:09). Embora sejam boas novas, sofre uma forte resistência por parte de um mundo rebelde.
Pense nisso!

Renato Vargens

OS ESPÍRITAS “SAMARITANOS” E OS PASTORES “SACERDOTES” E “LEVITAS”…

contato@caiofabio.com

Olá Pr.Caio!


Graça e paz!

Primeiro quero parabenizá-lo por não ter deixado ser derrotado!
Fui “criada” na AD. Hoje tenho 31 anos,… e já não consigo mais aceitar a “mentalidade” da mesma.
A maioria só quer dinheiro e ganhar “membros cooperadores”… — não se importando com a qualidade, mas com a quantidade.
E passei a conhecer melhor a denominação quando precisei…
Meu pai teve um grave problema na coluna devido uma queda; gastei muito dinheiro com exames e medicamentos, as coisas apertaram…
Precisei de uma cadeira de rodas porque não tinha como locomovê-lo; ele não se levantava mais para nada; onde eu poderia buscar socorro?
Na Igreja; e para minha surpresa as respostas foram…
Na Igreja que eu congregava:
“Não podemos sacrificar a Igreja, nossos povo já coopera muito pra manter esse lugar de portas abertas…”
Mais ou menos uma semana depois a Igreja foi assaltada e levaram toda aparelhagem de som e instrumentos; ele, o pastor, levantou uma oferta e em 2 dias comprou tudo novamente a vista!
Na Igreja do Pastor Silas Malafaia:
“Não fazemos este tipo de doação.”
Na Igreja Batista aqui do Rio próxima à minha casa:
“Não temos nenhuma disponível; e se levantarmos alguma oferta para comprar uma vai demorar muito…”
Na Apascentar de Nova Iguaçu- RJ:
“Só ajudamos os membros de nossa Igreja..”
Fiquei muito desacreditada das Igrejas, e minha mãe também… choramos muito e sem saber o que fazer entregamos a Deus; não tínhamos mais opção; a “Igreja” nos deu as costas!
Não demorou muito e colocaram um papel em nossa caixa de correio com um endereço e telefone de um Centro Espírita; no desespero minha mãe ligou pra lá e qual foi a resposta?
“Não temos no momento, mas passe aqui depois das 17:00 hs e teremos a cadeira disponível.”
Eles compraram a cadeira!
Falei com meu Pr. que um centro Espírita havia doado a cadeira e ele me exortou e ainda fez isso de púlpito!
Porque que a Igreja critica mais não faz?
Com este episódio Deus me mostrou que a “Igreja” está mais preocupada com as quatro paredes do que com o próximo!
Hoje Deus nos ajudou, meu pai foi operado, fui efetivada a gerente da loja que trabalho, e meu marido recebeu aumento de salário.
Ainda gastamos muito com remédios, mas não nos falta nada.
Ouço suas mensagens e vejo que são corretas biblicamente. Gostaria de conhecer melhor a Estação.
Vocês têm alguma próxima do Méier onde eu moro?
Sou grata pela sua atenção.
__________________________________________
Resposta:
Minha querida amiga: Graça e Paz!
Quando comparo a história do “Bom Samaritano” [e faço isso há anos!...] aos dias de hoje no Brasil, sempre digo que o Sacerdote seria um “Grande Homem de Deus Evangélico”, que o Levita é um outro “líder evangélico” que admira e se espelha no “Grande Sacerdote Evangélico” — e que ambos passam, vêem e seguem sem fazer nada…
Afinal, para a mentalidade “evangélica”, sim, como ela se tornou, quando é que um homem doente, que não sai de casa, que não tenha dinheiro, será visto com cuidado e carinho pela “igreja”?
Mas o “Samaritano”, assim como o espírita, não tinha com que se preocupar… A única coisa que o “Samaritano” via no homem era o homem; mas o “Sacerdote” e o “Levita” viam apenas se era ou não vantajoso parar e gastar aquele tempo e dinheiro…
Ora, se o homem caído fosse um “judeu rico”, creia: tanto o “Sacerdote” quanto o “Levita” teriam parado e feito um estardalhaço; e ainda dariam “testemunho”…
Minha amiga: qualquer grupo humano, até o Rotary, está muito mais preocupado com cadeiras de rodas do que a “igreja”.
Esta “igreja” nem diz “Levanta, toma o teu leito e anda”, como também não diz “Espere um pouco, pois essa cadeira é nossa… Nós somos a Graça da cadeira para ele!…”
A “igreja” não se vê como resposta à oração de ninguém que não tenha nada para dar a ela!…
Assim, não se surpreenda…
Se você tivesse ido, por exemplo, à Catedral Presbiteriana do Rio, dificilmente você sairia sem a cadeira; assim como aqui no “Caminho da Graça” seu pai receberia a cadeira no mesmo dia. Afinal, uma cadeira de rodas ainda é acessível e fácil de adquirir.
Com isso não estou fazendo propaganda… Estou apenas dizendo que uma cadeira de rodas é uma merreca em dinheiro e fácil de adquirir se a pessoa ou grupo tiverem um mínimo de boa vontade e compaixão.
Estou passando a sua carta para o Alexandre Araújo, nosso mentor do Caminho aí no Rio. Ele encaminhará você para o grupo mais próximo.

Entretanto, continue no site e na Vem e Vê TV; pois, eu sei que é o Evangelho que eu anuncio, e que sua alma não se enganará.
Receba meu beijo; e o transmita a seu paizinho, sua mãe e seu marido.
E que Deus prospere vocês em tudo!
Nele, que espera que aqueles que não puderem andar sejam andados pelo amor simples dos irmãos,

Caio

Apedrejamento psicológico


Publicado em 11/03/2010 por mviduarte

Marcos Duarte



João 8. 3-11
No capítulo 8 do evangelho de João, o evangelista narra a história de uma mulher que foi surpreendida em adultério pelos escribas e fariseus, eles a trouxeram perante Jesus para ouvir sua opinião e com isso encontrar um motivo para acusá-lo. Era comum naquela época a mulher ser condenada a morrer apedrejada por causa de tais crimes contra a moral e os bons costumes.
Acontece que hoje os inquisidores da religião não usam mais pedras, mas a rejeição, o isolamento, as críticas, a exposição diante do público, etc. É a esse tipo de disciplina que chamo de “apedrejamento psicológico”.
É um dos meios mais usados para castigar os infratores da religião. Os inquisidores estão sempre a postos com pedras na mão para executar aqueles que levaram um escorregão pelo caminho.
Os “donos” da Igreja querem mostrar sua autoridade através da imposição do medo, do castigo em público, da disciplina idiotizada, para que o castigado sirva de exemplo para os demais, isto é “apedrejamento psicológico”. A diferença entre os religiosos de hoje e aqueles homens que queriam apedrejar a pecadora é que estes perguntaram a Jesus: (ainda que para tentá-lo) mestre esta pecou e Moisés mandou apedrejar e tu o que dizes?
Para eles arrependimento e consequentemente perdão não são suficientes, tem que castigar; não basta simplesmente perdoar, tem que apedrejar.
O Evangelho não dá garantias de que não iremos mais cometer algum erro, mas sempre diz: “vai e não peques mais”.
Jesus não disse àqueles homens: “aquele dentre vós que não tiver adulterado…”, pois se ele assim tivesse dito, aquela mulher teria sido covardemente apedrejada, mas a palavra do Mestre foi: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra (v.7). Não sou contra disciplina, mas esta deve ser aplicada com amor, a fim de que o disciplinado seja tratado, curado e reintegrado à comunidade cristã. Aqueles lideres que tratam o caído com tal rigor não se parecem nem um pouco com Jesus; ao invés de perdoar a pecadora estão sempre mandando atirar pedras.
 Ou aprendemos com Jesus a amar e acolher aqueles que estão caídos ou estaremos sempre indo contra ele.

2.1 Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; 1 João

A banalização da oração




Ielton Isorro



Estava eu na Fundação Casa, conversando com uns internos, quando começamos a falar sobre oração. E quis saber que experiências os rapazes tinham com o tema.

Eles me falaram que sempre ´oravam´ antes das “correria”. Ou seja, antes de um assalto rezavam um “pai nosso” ou falavam com Deus para livrá-los de qualquer incidente naquela ação. Que absurdo! Que deus é esse que foi apresentado àqueles moços? Ou eles de fato mal o conhecem de ouvir falar? Más não fiquei tão surpreso que fosse assim..
Quando vi na televisão a cena do pessoal do mensalão do DEM, orando fervorosamente , no mais puro estilo pentecostal ou carismático, agradecendo a Deus, pelo êxito daquela falcatrua e pedindo mais, aí sim, fiquei surpreso e não pude deixar de correlacionar um fato a outro.
De um lado delinquentes, de outro “respeitados cristãos evangélicos (crentes?)”. Difícil é saber qual dos dois grupos conhece menos o Deus ao qual queriam se referir. Difícil saber quem tem maior fissura de caráter. Os que andam de Bíblia em baixo do braço, posando de piedosos homens de Deus ou os que armados ameaçam cidadãos em troca de um carro e alguns reais? Os criminosos do colarinho branco, que recebem quantias em dinheiro para facilitar algumas operações, más darão o dízimo (é claro!), ou os que estão atrás das grades pedindo para Deus fazer a justiça dos homens relevar seus crimes e tirá-los de lá, ?
Qual grupo é ignorante? Qual grupo é hipócrita? A resposta à essa questão seria mais difícil se não fosse o discurso de Jesus no capitulo 23 do Evangelho segundo escreveu Mateus.
Diante desse quadro, no que se transformou a oração? Num instrumento banalizado para manipulação de Deus? Num desabafo de pessoas em momentos de angustia? Em gritos desesperados por um deus que parece surdo?
Entre os ignorantes essas coisa até são admissíveis, pois “Deus não leva em conta o tempo de ignorância” (At 17:31). Já entre nós, os que verdadeiramente cremos, cabe o que está escrito na primeira carta de Pedro 1:13-19. Confira!
Como saber quem são os ignorantes e quem são os hipócritas? Essa questão seria parecida com a de como separar o joio do trigo, más outra vez Jesus facilitou o nosso discernimento quando afirmou que é pelos frutos que conheceremos as árvores (Mateus 7:16). Ou seja: De um jovem interno da Fundação Casa podemos esperar qualquer coisa. De homens e mulheres crentes não!
A banalização da oração é um sintoma da banalização de Deus. Essa sociedade prevê, como todas as outras, deuses úteis aos seus propósitos. Um deus a quem possa se determinar o que fazer, um deus que nunca diz “não”. Um tipo de deus que ceda infinitas bênçãos diante de sacrifícios prescritos. Essa expectativa de deus é que faz com que, infelizmente, muitas igrejas divulguem um Jesus bonzinho e pronto a realizar todos os sonhos, como um Aladim da lâmpada mágica, com desejos ilimitados para atender aos seus amos. O Jesus que virou as mesas, e que condenou os hipócritas e interesseiros não é um “produto” aderente ao “mercado” que essas igrejas pretendem conquistar.
O deus da prosperidade e da confissão positiva sim, é aderente e impulsionado por essas doutrinas, que se adéquam às expectativas do povo, torna-se mais aceitável do que o Deus verdadeiro que reclamou, dos que nEle crescem, uma conduta digna do seu caráter.
Portanto é mais fácil pregar um deus a quem se diga o que ele deve fazer, do que ensinar a aceitar o Deus verdadeiro que descreve em sua Palavra qual é a conduta dos que o seguem.
Nesse cenário surge uma pseudo-espiritualidade, com muitos matizes do Evangelho verdadeiro, más sem a essência do mesmo. Multidões são arrastadas pelo discurso fácil e egoísta da auto-realização, estimuladas pela “marketização” de uma nova religião, que a ela atrelou o significado do nome de Jesus, más onde poucos verdadeiramente o conhecem e desenvolvem um relacionamento com Ele, fator principal para a verdadeira conversão. Fato esse facilmente comprovado na maioria dos evangélicos, pela ausência dos frutos, que só podem ser gerados pelos que são galhos da videira. (João 15:4-5)

Publicado em Clamando no Deserto e divulgado no Genizah

O Evangelho da Aparência



Por Zé Ruy

Logo que vi a notícia no ar, fiquei pasmo. Não quis acreditar no que vi. No ímpeto do choque corri para o computador a fim de checar a informação na internet e constatei, pelo site G1, que ela era verdadeira… e que era eu quem não estava conseguindo acreditar no que lia.

A reportagem trata a respeito de um grupo de religiosos no sul do país que quer mudar o nome Garganta do Diabo de uma das quedas das Cataratas do Iguaçu. Vemos, assim, a “objetividade” do Evangelho no Brasil, que produz fatos e lendas (muitas vezes, é verdade) de crentes jogando óleo de helicópteros a fim de ungir cidades, querendo “converter” o Carnaval e, agora, querendo rebatizar uma das quedas das Cataratas do Iguaçu.

Chego à conclusão de que, por mais forte que sejamos ou viéssemos a ser, a nossa força está sendo empregada de forma errada! De que adianta nossa força se o objetivo no qual ela é empregada é tão difuso e intangível. Se você discorda de mim, me diga quais serão os frutos palpáveis de se mudar o nome da queda d’água em questão que não seja formada apenas por conjecturas religiosas!
Muito me admira o Evangelho de aparências que a Igreja brasileira está vivendo. Enquanto queremos ser reconhecidos como grupo religioso, político, ideológico forte através de ações de visibilidade como esta, nossos líderes viajam com dólares escondidos, participam de corrupção e lavam dinheiro. É o “faça o que digo, mas não faça o que faço”; é querer investir em coisas que nos trazem renome e pompa, ao invés de investir em algo que talvez não traga visibilidade, mas seja bem mais efetivo. Por qual razão esses religiosos não se reuniram a fim de propor uma ação social conjunta, ao invés de propor algo tão tolo e efêmero como a troca de nome da Garganta do Diabo? Tenho certeza absoluta que o amor de Deus seria propagado bem melhor daquela do que desta forma.
Por qual razão temos tanta facilidade de nos juntarmos diante de questões desse quilate e tanta dificuldade de nos mobilizarmos em elaborar estratégias para nossas Igrejas? Por que é tão fácil nos reunirmos num churrasco de fim de semana com os irmãos, mas tão difícil de nos reunirmos para um culto de doutrina? Por que é tão fácil nos reunirmos para um retiro, mas tão difícil nos juntarmos para sair e evangelizar em grupo?

É necessário que façamos uma revisão em nossos conceitos, igreja do Senhor. Enquanto vidas sem Cristo estão a perecer, estamos querendo trocar nome de cataratas, construir templos faraônicos e colocar o nome de Deus em bandeiras de nossos Estados. Que esse texto tão forte possa servir para desperta-lo como parte importante da Igreja de Cristo, capaz de mudar a história do Brasil com ações mais efetivas e poderosas do que as que geralmente praticamos.

Postado no Púlpito Cristão

José Ruy Pimentel de Castro é vice-presidente do Instituto Política Global, professor, mestrando em Relações Internacionais pela UNLP (Universidad Nacional de La Plata/Argentina).

Adoração profética?





Alan Brizotti

Entre o desespero e o mantra espiritual, tem sempre alguém metido a Habacuque

A cena é sempre a mesma: o povo com as mãos no “coração” fazendo um leve movimento de dança (alguém se imagina bailando com os anjos). Um músico faz uma caretinha “santa” aqui, outro expulsa uma lágrima ali. De repente, vem a frase: “Irmãos, vamos fazer uma adoração profética!” A reação em cadeia acontece: gritos de guerra (a veia bélica da igreja), clichês evangelísticos (“O Brasil é de Jesus”), utopia (“Somos corpo!”). Tem sempre um mais carnavalesco que cai, rola e levanta com um ar de extraordinário. Tem sempre uma meia dúzia que “pega no tranco” lá pelas tantas, quando a tal “adoração profética” nem sabe mais qual era o teor da “profecia”.
Essa coisa toda me cansa. Sabe aquela sensação de que está na hora de trocar o CD? É assim que me sinto. Desculpe se você acha que eu estou muito crítico, é que minha veia desconfiada e vacinada fica à mil quando esses “profetismos melodramáticos” tentam fazer no teatro, o que o Espírito Santo faz na alma honesta. Um poeta afirmou que hoje “nem tudo está perdido, mas tudo está ameaçado” . Dói, mas tenho de fazer côro com ele. Faço eco dolorido dessa nitroglicerina verbal.
A verdade é que a autoespiritualidade chegou pra ficar. É gente tentando controlar, manipular e vender certo senso de divino (e aí, “profético” é o ápice sagrado). São espiritualidades drogadas. Gente que experimenta “momentos de louvor” como se fossem viagens da droga. E como disse Leonardo Boff: “O problema da droga não é a viagem, mas a volta da viagem, quando então, não se suporta mais a realidade”.
Não sei qual foi a “mente apostólica super mega hiper santa” que criou essa “adoração profética”, mas sei de quem é a culpa. Eles (os profetas da adoração) jogam a culpa em Davi (sempre ele!), em Habacuque (e o coitado estava no “olho do furacão”, e não num camarim), em Asafe (e o rapaz estava reclamando!). Por que será que a gente detesta o fato de que adorar é expor a alma a Deus do jeito que ela quer e não na base da manipulação profética? A espiritualidade nostradâmica ainda vai frustrar muita gente (e isso sim, é profecia!).
Aliás, o profeta, do ponto de vista bíblico, é aquele que comunga os sentimentos de Deus (do grego, pathos). É gente que sente o que Deus sente, e não aquilo que acham que Deus sente (esse “achismo” é milagroso. Faz cada uma…). As lágrimas de Jeremias são de Deus. O profeta se transforma numa metáfora viva. Ele empresta o rosto para Deus chorar e o povo enxerga esse choro. O profeta recebe o derramar do coração de Deus . Profecia que não se encarna, não é real. O verbalismo profético é apenas uma forma de conferir um “status” espiritual canalha, que, em nome de uma divinização, força as pessoas a “abrirem o coração”.
Na verdade, essa nossa “adoração profética” é sintomática – temos saudade da voz de Deus, e aí, vamos criando nossos próprios sons. Por isso é que lá na transfiguração (Lc. 9.35), a voz do céu diz: “Este é meu filho amado. A Ele ouvi”. Deus sabia que nos acostumaríamos aos nossos próprios ruídos. Nessa busca pela voz de Deus, vamos abafando-a no murmúrio que produzimos. É estranho – esse profetismo tem um inimigo devastador: a segunda-feira! Poucos “profetas” conseguem levar toda aquela “santidade” pra dentro do tédio da segunda-feira.
Cansei! Os “profetas da adoração” que me perdoem, mas, prefiro Davi, Habacuque e Asafe. Prefiro os originais. Pelo menos eles tinham certeza do que estavam dizendo. Eles não faziam nenhuma “adoração profética”. Deus é que transformava as palavras, às vezes furiosas, deles, em profecias de amor. Aliás, Deus é amor, e profecia sem amor é tragédia e caos. Como disse Caio Fábio: “Não tenho de ser para ninguém, nada além daquilo que Deus sabe que eu sou” .

Alan Brizotti toca subversão aqui no Genizah

Uma igreja onírica em contraposição a uma realidade trágica


Um dia desses sonhei com uma igreja que era perfeita. Posso afirmar que a igreja do meu sonho (no sentido literal) era a “igreja dos sonhos” (no sentido figurado). Doravante relato aos prezados irmãos como era essa igreja*, bem como as pessoas que ali congregavam.
Os pregadores se preocupavam tão somente em explanar a Palavra de Deus, e não em ficar mandando você olhar-para-o-seu-irmão-e-dizer-ou-fazer-isso-ou-aquilo.
Não se falava de forma banal e mecânica “eu profetizo a vitória sobre a sua vida”, porque todos sabiam que a profecia genuína deve vir sob o impulso do Espírito Santo, e não por ordem de terceiros.
Aqueles que permanecem em silêncio durante o culto, em atitude de total reverência e adoração, glorificando a Deus em seus corações não eram taxados de “frios”.
Ninguém determinava (com o sentido de dar ordem) ou decretava nada, pois todos sabiam que quem determina e decreta, enfim, quem tem a palavra final em tudo é Deus.
Os templos não eram ornamentados com a estrela de Davi, com candelabros, com peixes, com a bandeira de Israel, tampouco com quaisquer outros símbolos judaicos ou cristãos.
Não havia barraca do lado de fora do templo para a vendagem de CD, DVD, livros, ternos, gravatas, botons, adesivos, nem qualquer outro tipo de petrecho gospel.
Eram entoados apenas louvores de exaltação, agradecimento e engrandecimento a Deus, onde Ele é o centro, e não meras canções de auto-ajuda onde o centro é “o eu”, “a minha benção”, “a minha vitória”.
O púlpito era utilizado única e exclusivamente para a exposição da Palavra, para entoação de louvores ao Todo-Poderoso e para a apresentação de testemunhos edificantes, e não como palanque político, local de apresentação de palestras motivacionais, e apresentação de cantores/ídolos gospel.
Todos os irmãos que ali se reuniam sabiam perdoar e amar ao próximo, sem qualquer hipocrisia, e sem dizer para o irmão ao lado “eu te amo” só porque o pregador mandou.
Quando alguém comprava algo, pagava. Ou, no mínimo, procurava o credor para explicar sua situação e pedir que a dívida fosse parcelada ou protelada.
O obreiro não lia Malaquias 3.10 na hora de recolher os dízimos e ofertas, e nem fazia qualquer menção, de maneira terrorista, a “devorador, cortador ou migrador”.
Enfim, todos criam piamente que Jesus Cristo é o nosso único e suficiente Salvador e, por conseguinte, todos andavam conforme os preceitos contidos no Evangelho. Todos afirmavam em uníssono: “Senhor, a Tua graça nos basta”.
Mas eis que, de repente, acordei e me vi imerso na realidade da igreja brasileira. Ligo a televisão e vejo um pregador mandando o povo determinar a vitória; após, o mesmo iniciou uma oração dizendo: “diabo, eu exijo…”. Mudo de canal e dou de cara com propagandas da “Fogueira Santa”. Mudo de novo, e um pastor vendia passagens para uma “Caravana à Terra Santa”. Em seguida um outro pedia para o povo “semear uma semente de R$ 1000,00″ em seu ministério. Desliguei a televisão e liguei o rádio. A primeira coisa que ouço é a cantora dizer: “… tem sabor de mel, tem sabor de mel, a minha vitória hoje tem sabor de mel”. Desligo o rádio e ouço minha vizinha cantarolando “… quem tem promessa de Deus não morre”…
Triste realidade…
No entanto, enquanto não vem “o que é perfeito” (I Co 13.10), prossigamos caminhando com Jesus. Afinal, tudo será perfeito somente quando vier o que é perfeito (i.e., por ocasião do arrebatamento).
Independente do estado atual da igreja (visível, é claro), não podemos parar. Como nos manda a Palavra, “suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também” (Colossenses 3.13). Suportando e perdoando. Essas são as palavras…
Que Deus abençoe a todos em Nome de Jesus.

Soli Deo Gloria

Alessandro Cristian

* A igreja aqui narrada de fato é a “igreja dos sonhos” de todo cristão que preza pela Palavra. Nesse sentido, eu também “sonho” com essa igreja. No entanto, a presente postagem não se trata de um relato “onírico”, mas ficcional.

Sabor de fel

 Desde criança sempre tentei justificar meus posicionamentos com relação a tudo na vida. Certa vez levei uma surra do meu pai (a única que me lembro) por não ter ido à escola. A justificativa: eu não tinha uma borracha. Desde então, percebi que precisava ser mais convincente em minhas justificativas (rs).

Porém, tenho procurado cada vez mais evitar as justificativas daquilo que creio e confesso – ou como diria meu pai: “ficar polemizando as coisas”. Não preciso provar que Deus é Deus – Ele não precisa da minha ajuda pra isso. Não preciso provar que Deus me abençoa por causa do Seu santo nome – e não do meu. Na verdade, cansei da tentativa inútil de explicar que Deus não é Papai Noel e que não me abençoa por minhas atitudes! Nada que eu fizer O fará me amar mais, e nada do que eu deixar de fazer o fará me amar menos.
Porém, com a graça de Deus, jamais deixarei de pregar aquilo que creio e de refutar esse evangelho cínico da “egolatria” (II Tm. 3.2). Pregações e músicas que deixam bem claro a centralidade do homem na adoração. Sutilidades do capitalismo disfarçado de fé. Satisfação pessoal, sucesso e fama são os objetivos do tal evangelho da prosperidade, que quando não está às claras vem camuflado na “busca da sua vitória”.

Frases como “quem tem promessa não morre” ilustram bem essa ala triunfalista de crentes. Além disso, destoam completamente do livro de Hebreus que deixa bem claro que toda aquela Galeria da Fé “morreu sem receber o que tinha sido prometido” (Hb. 11.13). Também é comum ouvir-se que “Deus mata pra te dar vitória” daqueles que se alistaram nesse Evangelho Talibã. E mais, esse bando de crentes mimados, que ao menor sinal da negativa de Deus ameaçam colocá-Lo na parede, rasgar cartão de membro, rasgar a Bíblia… que rasguem as suas roupas em sinal de humilhação e lamento por tanta bobagem que tem sido lançada ao povo de Deus, que muitas vezes é composto de gente tão humilde, quase incapaz de perceber tais ciladas.
Se está em jogo a valorização do ser humano, ninguém melhor do que Jesus para nos ensinar o quanto nosso Deus nos ama. A morte de Cristo na cruz é suficiente para me dizer o quanto Ele valoriza o ser humano, mas nada, nem ninguém pode distorcer o evangelho e colocar “você no palco”. Aliás, como Zaqueu, quero descer o mais rápido que eu puder só para estar com Jesus, afinal, Zaqueu não conseguiu chamar Sua atenção – o Mestre simplesmente parou, olhou e disse: “Desce, Zaqueu!”. Por isso é que não consigo esquecer o texto do meu amigo Franko Júnior quando ele cita o Salmo 50.21 “…Pensavas que eu era teu igual?”
Não, meu amigo… nosso lugar não é no palco! Nosso lugar é mesmo na plateia, com todos aqueles que creem que Jesus é o Astro. A Bíblia diz que “dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas. A Ele seja a glória para sempre! Amém” (Rm. 11.36). Aliás, imaginar alguém no palco dizendo: “Aí, tá vendo, seus ‘troxas’, quando eu estava na prova ninguém quis me ajudar, né? Agora vocês vão ter que aplaudir a minha vitória!” – não me parece algo que glorifique ao Senhor. Penso que quando o Senhor Jesus me abençoa, o propósito principal de Sua ação é trazer glória ao Seu nome – não ao meu.
“Adorai o Rei do Universo! Terra e Céus cantai o Seu louvor” diz-nos o hino 124 da Harpa Cristã. Parece-me que esse compositor entendeu a essência do louvor e adoração. Ministros de adoração, líderes de louvor, dirigentes de culto, crentes… vamos centralizar a Cristo em nossa adoração. Não permita que o homem seja colocado no palco, precisamos tirá-lo de lá. No palco, o crente que acredita que Deus está no Céu à sua disposição, pronto a atender seus desejos e caprichos, tem realmente a ilusão de que “é o cara”, que arrebenta, que vence, que destrói todos os seus inimigos (mesmo que esses sejam, na verdade, seus irmãos na fé). É por isso que ele tem “cara de vencedor” (e alguém me mostre, pelo amor, como é isso???).
Chega! Chega de “massagens do ego”. Sim, eu quero que as pessoas vejam Jesus brilhando em mim, mas, como disse Jesus, para que “assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus” (Mt. 5.16) e não para que alguém se sinta diminuido ou arrependido de não ter me ajudado quando precisei. A vingança pertence ao Senhor (Dt. 32.35). Creio que quando sou abençoado, todos ao meu redor também são alcançados. Não quero ser a atração da festa. Não quero estar no palco, pois creio que Deus “escolheu o que para o mundo é insignificante… a fim de que ninguém se vanglorie perante Ele” (I Co. 1.28,29).
Sim, tenho que admitir: minha vitória tem sabor. Tem sabor amargo. Tem sabor de fel. Minha vitória tem sabor de sangue! Sangue carmesim derramado na cruz pra me dar vitória sobre o pecado. Sangue que purificou-me de minhas iniquidades e trouxe-me das “trevas para a Sua maravilhosa luz” (I Pe. 2.9), onde posso ver todas as armadilhas do diabo, que quer fazer-me acreditar que mereço estar no palco.

Jesus, a Ti a honra, a glória e o louvor para todo sempre. Amém.

Publicado em Escola de Adoração e divulgado no Genizah

10 verdades que pregamos sobre 10 mentiras que praticamos

Certo pastor estava buscando levar a igreja à prática da comunhão e da devoção experimentadas pela igreja primitiva (conforme descrita em Atos dos Apóstolos). Logo recebeu um comunicado de seus superiores: “Estamos preocupados com a forma como você vem conduzindo seu trabalho ministerial. Você foi designado para tomar conta dessa igreja e a fez retroceder, pelo menos, uns 40 anos! O quê está acontecendo?”. O pastor respondeu: “40 anos? Pois então lamento muitíssimo! Minha intenção era fazê-la retroceder uns 2.000!”.


Atualmente temos acompanhado um retrocesso da vivência e prática cristãs. Mas, infelizmente, não é um retrocesso como o da introdução acima. Algumas das verdades cristãs têm sido negadas na prática. Como diz Caio Fábio, muitos de nós somos “crentes teóricos, entretanto, ateus práticos”. Segue-se uma pequena lista dos top 10 das verdades que pregamos (na teoria) acerca das mentiras que vivemos (na prática):

I – “SÓ JESUS SALVA” é o que dizemos crer. Mas o que ouvimos dizer é que só é salvo, salvo mesmo, quem é freqüente à igreja, quem dá o dízimo direitinho, quem toma a santa ceia, quem ganha almas para Jesus, quem fala língua estranha, quem tem unção, quem tem poder, quem é batizado, quem se livrou de todo vício, quem está com a vida no altar (seja lá o que isso signifique), quem fez o Encontro, etc e etc. Resumindo: em nosso conceito de salvação, só é salvo aquele que não me escandaliza.

II – “DIANTE DE DEUS, TODOS OS PECADOS SÃO IGUAIS” é o que dizemos crer. Mas, diante da igreja, o único pecado é fazer sexo fora do casamento. Quando um irmão é pego em adultério, é comum ouvirmos o comentário: “O irmão fulano caiu…”. Ou seja, adultério é visto como uma “queda”. Mas a fofoca que leva a notícia do adultério de ouvido a ouvido é permitida (embora, na Bíblia haja mais referências ao mexeriqueiro do que ao adúltero). Estar com o nome ‘sujo’ no SPC é permitido, embora a Bíblia condene o endividamento. Ser glutão é permitido, a ‘panelinha’ é permitida, sonegar imposto de renda é permitido (embora seja mentira e roubo), comprar produto pirata é permitido (embora seja crime) construir igreja em terreno público é permitido (embora seja invasão).

III – “AUTOFLAGELAÇÃO É SACRIFÍCIO DE TOLO”, é o que dizemos crer. Condenamos o sujeito que faz procissão de joelhos, que sobe escadarias para pagar promessas. Ainda assim praticamos um masoquismo espiritual que se expõe em frases do tipo: “Chora que Deus responde”; “a hora em que seu estômago está doendo mais é a hora em que Deus está recebendo seu jejum”; “quando for orar de madrugada, tem que sair da cama quentinha e ir para o chão gelado”; “tem que pagar o preço”.

IV – “ESPÍRITO DE ADIVINHAÇÃO É DIABÓLICO” é o que dizemos crer, mas vivemos praticando isso nas igrejas, dentro dos templos e durante os cultos!

- Olha só a cara do pastor. Deve ter brigado com a esposa.
- A irmã Fulana não tomou a ceia. Deve estar em pecado.
- Olha o irmão no boteco. Deve estar bebendo…
- Olha só o jeito que a irmã ora. É só para se amostrar…
- Olha a irmã lá pegando carona no carro do irmão. Hum, aí tem…

V – “DEUS USA QUEM ELE QUER” é o que dizemos. Mas também dizemos: Deus não pode usar quem está em pecado; Deus não usa ‘vaso sujo’; “Como é que Deus vai usar uma pessoa cheia de maquiagem, parecendo uma prostituta?”.

VI – “DEUS ABOMINA A IDOLATRIA” dizemos. Mas esquecemos que idolatria é tudo o que se torna o objeto principal de nossa preocupação, lealdade, serviço ou prazer. Como renda, bens, futebol, sexo ou qualquer outra coisa. A questão é: quem ou o quê regula o meu comportamento? Deus ou um substituto? Há até muitas esposas, por exemplo, que oram pela conversão do marido ao ponto disso tornoar-se numa obsessão idolátrica: “Tenho que servir bem a Deus, para ele converter meu marido”; “Não posso deixar de ir a igreja senão Deus não salva meu marido”; “Preciso orar pelo meu marido, jejuar pelo meu marido, fazer campanhas pelo meu marido, deixar de pecar pelo meu marido”. Ou seja, a conversão do marido tornou-se o objetivo final e Deus apenas o meio para alcançar esse objetivo. E isso também é idolatria.

VII – A BÍBLIA É A ÚNICA REGRA DE FÉ E PRÁTICA CRISTÃS

…Eu sei que a Bíblia diz, mas o Estatuto da Igreja rege…
… Eu sei que a Bíblia diz, mas nossa denominação não entende assim
… Eu sei que a Bíblia diz, mas a profeta revelou que é assim que tem que ser
… Eu sei que a Bíblia diz, mas o homem de Deus teve um sonho…
…Eu sei que a Bíblia diz, mas isso é coisa do passado…

VIII – DEUS ME DEU ESTA BENÇÃO!

…mas eu paguei o preço.
…mas eu fiz por onde merece-la.
…mas não posso dividir com você porque posso estar interferindo na vontade de Deus. Vai que Ele não quer que você tenha… Se você quiser, pague o preço como eu paguei.

IX – NÃO SE DEVE JULGAR PELAS APARENCIAS. AS APARENCIAS ENGANAM – mas frequentemente nos deixamos levar por elas para emitirmos nossos juízos acerca dos outros. Julgamos pela roupa, pelo corte de cabelo, pelo tamanho da saia, pelo tipo de maquiagem (ou a falta dela), pelo jeito de andar, de falar, pelo aperto de mão, pela procedência. Frequentemente, repito: frequentemente falamos ou ouvimos alguém falar: “Nossa! Como você é diferente do que eu imaginava. Minha primeira impressão era de que você era outro tipo de pessoa”.

X – A SANTIFICAÇÃO É UM PROCESSO DE DENTRO PARA FORA (é o que dizemos) – na prática não basta ser santo, tem que parecer santo. Se a tal ‘santificação’ não se manifestar logo em um comportamento pré-estabelecido, num jeito de falar, andar, vestir e de se comportar é porque o sujeito não se ‘converteu de verdade’.

Fonte: Gosto de Ler

As palavras mágicas da bruxaria gospel

Francisco Helder Sousa Cardoso

Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido. (João 15.7 NVI)
“Cabummm”! Com estas palavras mágicas, candidatos a feiticeiros e super-heróis evangélicos têm prometido mover céus e terra através da fé. Cura de doentes terminais, conquista de amores impossíveis, eleição para cargos do alto escalão político, enriquecimento relâmpago: tudo é possível de se alcançar. O inacreditável está a um passo de nós.
Cristãos mais ortodoxos e tradicionais retrucam, alegando exageros nesta interpretação. Neopentecostais revidam, defendendo uma observação literal da passagem em debate. Cá entre nós, parece que os apimentados neopentecostais tem boa dose de razão. Note que o texto é claro: “Vocês pedirão o que quiserem, e lhes será concedido”.
Mas, espere um pouco. As palavras anteriores do mesmo texto exigem uma nova interpretação da passagem. Elas afirmam que “Se nós permanecermos em Cristo, e Suas palavras permanecerem em nós, pediremos o que quisermos, e nos será concedido.” (João 15.7, adaptado).
O texto é claríssimo. Tudo o que pedirmos a Cristo nos será dado. Só que não para por aí. O melhor está nas entrelinhas da mensagem. Lamento jogar água nas labaredas da interpretação neopentecostal, mas precisamos mirar nossos olhos na essência da mensagem do Mestre.
O que acontece é que quando nós permanecemos em Cristo, e as suas palavras permanecem em nós, a qualidade dos nossos pedidos muda. E como muda! Quando nos alimentamos dia e noite da Palavra de Deus, e quando Cristo realmente habita e dirige nossas vidas e corações, acredite, nossos pedidos tem outro propósito e sentido.
Não usamos mais essas palavras de Jesus como vara de condão, nem como palavras mágicas tiradas de livro de bruxaria, aprendendo assim a técnica de arrancar milagres do céu. Não mais “botamos Deus contra a parede” exigindo que, mediante demonstração da nossa fé, nos ajude a passar em concursos públicos, vestibulares, que nos dê rios de dinheiro, nem que cure nossos parentes e amigos de doenças terminais.
Quando as palavras de Jesus abundam em nossos corações, aprendemos a orar como o próprio Jesus: “Pai, acima de tudo, seja feita a tua vontade, e não a minha” (Lc 22.42). Jesus reafirmou o valor de sua relação com Deus pedindo que fosse “feita a Sua vontade, assim na terra, como no céu” (Mt 6.10).
O mais gostoso na vida cristã e depender totalmente de Deus. Saber que Ele cuida de nós. Que esquadrinha nosso futuro (Sl 139). Que nos sustenta (Sl 145.14). Que renova, diariamente, suas misericórdias sobre nossas vidas (Lm 3.22). Que nos ama (Jo 3.16). E que move céus e terra para que não andemos ansiosos por coisa alguma das nossas vidas, como por exemplo, quanto ao que haveremos de comer, beber ou vestir, afinal de contas, Ele sabe que precisamos de todas essas coisas (cf. Mt 6). Devemos buscar conhecer mais o Deus que servimos e que nos salvou. Devemos aprender a depositar nEle nossa confiança, pois Ele tem, de maneira extraordinária e inigualável, “cuidado de nós” (1 Pedro 5.7).


Francisco Helder Sousa Cardoso divulgação Genizah

Teologia da prosperidade e a Igreja perseguida: Será que você entende?

Por Leonardo Gonçalves


Quero que você entenda algo, e é que eu sou muito consciente dos meus próprios pecados para apontar o dedo para quem quer que seja, a menos que eu seja movido por uma convicção muito grande.
Mas quando levanto minha voz contra esta teologia asquerosa da prosperidade financeira e do triunfalismo, é porque tenho razoes muito fortes para dizer que esta crença está construída sobre o alicerce errado.
Sim, talvez eu esteja errado.
Talvez eu tenha mesmo aprendido tudo errado, e seja o culpado de pregar um Deus que busca verdadeiros adoradores, ao invés de crentes interesseiros.
É possível (embora pouco provável) que eu seja um péssimo interprete a endossar a teologia de uma minoria arcaica.
Sim, confesso-me defensor de um caminho antigo, de uma senda velha que por ser muito estreita, não pode abarcar a multidão de fiéis devotos, com sua galeria de apóstolos modernos, bispos capitalistas e um panteão de semi-deuses.

Será que agora você entende?

Será que alguém aqui entende o que eu quero dizer?

O que você faria com um bilhão de reais?

É de corar o rosto! Enquanto a repercussão da campanha da semente de mil reais do Silas Malafaia ultrapassa os termos da igreja evangélica, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) anuncia uma campanha para distribuir gratuitamente um milhão de bíblias.

De acordo com Silas, seu alvo é alcançar um milhão de almas. E para isso, ele precisaria de um bilhão de reais para montar seu próprio canal de TV e abrir mil igrejas. Pelo menos foi o que noticiou o portal da UOL recentemente. Pouco mais de quatro mil pessoas já teriam aceitado o desafio de ofertarem mil reais. Vale até parcelar a oferta.
Com a faca e o queijo na mão, não duvido que o tal canal de TV sonhado por Silias se torne realidade em pouquíssimo tempo. Além de programas de TV em rede nacional, Silas agora conta com sua própria denominação.
O que você faria com um bilhão de reais para que o Evangelho alcançasse o maior número possível de pessoas?
Será que abrir mil novas igrejas resolveria? Um canal de TV que fosse 100% dedicado à evangelização resolveria?
Ora, o que não falta no Brasil são igrejas em cada esquina e canais de TV ditos evangélicos.
Sinceramente, acho que a iniciativa da CNBB é mais louvável. Quem diria que um órgão católico incentivaria a leitura da Bíblia! Será que eles lá também lançaram algum campanha de mil reais entre os fiéis?
É óbvio que qualquer iniciativa evangelística necessita de recursos. Só acho que esses recursos poderiam ser levantados entre os fiéis internamente, sem que se promovesse alarde nos meios de comunicação. Já está ficando constrangedor para quem ainda se identifica como evangélico tanto pedido de ofertas que se faz pelos programas televisivos. Sacrifícios pra cá, semente pra lá; carnês aqui, faturas bancárias acolá. Já tem até quem peça descaradamente o trízimo.
A igreja primitiva levou dois anos para evangelizar toda a Ásia Menor, e não precisou desta dinheirama toda. Bastou que cada discípulo fosse também uma fiel testemunha do amor de Deus

Hermes Fernandes

Marina Silva podia dormir sem esta profetada!

Valnice Milhomens, a Maga Patalógica Gospel e a profeteira mor do G12 ataca outra vez!
Mente profícua na determinação do juízo de Deus e na realidade vindoura, sacou de sua botija mágica e decidiu ungir Marina Silva a sua candidata. Até ai tudo bem, o problema é que a G12zista não acerta uma! Disse que Jesus voltava em 2007, mas foi NOSHOW. Já previu o fim do mundo umas cinco vezes, profetizou mil e uma coisas para Lula em encontro que teve com ele no primeiro mandato (nada aconteceu, diga-se) e, antes disto, nas últimas eleições presidenciais, ungiu o pobre Geraldo ai abaixo, que desde então não ganha nem eleição para sindico do prédio!
Geraldo recebendo o ebó que lhe custou as eleições…

Yo no creio en las brujas…
E nem nas profetadas, portanto Serra e Dilma podem dormir tranquilos que a Valnice não dá duas Mãe Dinah, e a própria, bem, esta uma, não vale uma nota de R$ 3! O problema é que, se não acerta, a Milhomens dá mais azar que cruzar com procissão de anão em dia de sexta-feira! Pobre Marina nem largou na corrida já arrumou logo um encosto! Ao menos vai cheirosa, pois o candidato a vice-presidente dela é fabricante de água de cheiro…

As profetadas eleitorais começaram!

Veja matéria completa

Gosta de uma profetada? Eis ai uma “mole” de fazer!

Danilo Fernandes


Primeiro retiraram a Justiça do Evangelho do Senhor, deixaram-Lhe a Graça, guardaram-lhe a Ira e foi-se uma geração ingrata afundada na hipocrisia.
Depois colocaram de lado o arrependimento e foi-se outra geração não renascida testemunhar contra o Senhor.
Depois retiraram o Amor e o mover de Seu Espírito Santo e foi-se uma geração só convencida, testemunhar contra o Senhor.
Depois retiraram a Verdade para que mais uma geração fosse insensata.
Venderam falsas promessas. Propagaram falsas doutrinas. Esconderam no lixo do mundo as verdadeiras Boas Novas.
Hoje, são mais ousados. Querem Lhe tirar a Autoridade, não Lhe reconhecem a Graça, dispensam-Lhe a Misericórdia. Exigem-Lhe o cumprimento de mentiras!
Os pastores de almas foram substituídos por semeadores de lojas gospel.
Não mais discipulados, mas milhares de impactados em eventos.
Não mais apascentados, apenas membros, depois clientes.
Em quantas nações os cristãos são perseguidos, não é mesmo?
Que bom! Nós podemos orar! Ainda!
Esperem para ver o resultado final deste relativismo moral.
Aguardem pelo pleno germinar desta heresia semeada em nossas igrejas.
Observem o que seus frutos farão aos cristãos sérios.
Veremos o deboche e a vergonha que virá de todos os demais.
Qual será o resultado final deste “avivamento” comercial?
Não tarda o dia em que este milhão de igrejas vazias de Verdade também ficarão vazias de gente.
Não passará mais uma geração sem que aquilo que antes era lindo, tremendo e benção passe a ser chamado de enganação por todos aqueles que buscaram a Igreja de Jesus e encontraram a igreja de Genésio.
É só esperar para ver todos aqueles que buscaram Genésio, com seus super poderes financeiros e evangelho marketeado, encontrarem a ruína e a decepção. Neste dia, culparão a Jesus e a seus seguidores verdadeiros!
Basta esperar um pouco e veremos todos aqueles que nunca foram de Jesus, abandonar a igreja destroçada e desacreditada em busca de novo e promissor negócio de auto-ajuda, onde irão vender as pedras que serão atiradas em nossas cabeças!
O que virá depois disto?

Danilo Fernandes é consultor de marketing. Editor de Genizah

Os tambores de Nietzsche

Digão
Recentemente, através do Youtube, deparei-me com uma cena, no mínimo, inusitada: uma famosa cantora gospel brasileira, em um show (que insistem em chamar de “ministração”) começou a afirmar que, ao som dos tambores que seriam tocados pelos seus músicos, as potestades do mal seriam destronadas em nosso país, Satanás e seus asseclas seriam eternamente envergonhados, e o nome do Senhor seria exaltado. Infelizmente, não sei se isso ocorreu antes da avalanche de escândalos morais no Congresso Nacional. Porém, o que vi é que, ao serem tocados os tambores, houve um frenesi, tanto na platéia como no palco: a cantora, sem muita intimidade com instrumentos de percussão, começou a “surrar” um gongo chinês, atravessando todo o ritmo, repetindo, a todo tempo, os mantras “o Brasil é de Jesus”, e “diabo, você está derrotado”.




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Paradoxos evangelicalóides: Para crentes que não têm medo de pensar

Por favor, alguém pode me explicar por que palavras como “paixão”, “fogo”, “glória”, “poder” e “unção” vendem muito mais CDs do que “graça”, “misericórdia” e “perdão”?

Por que aqueles que mais falam sobre “prosperidade” evitam sistematicamente textos como Tiago 2:5, I Timóteo 6:8 e Habacuque 3:17-18?
Por que se fala tanto em dízimo, defendendo-o com unhas e dentes, mas quase nada se fala sobre ter tudo em comum e outras coisas como “ajudar os domésticos na fé” e “não amar somente de palavra e de língua, mas de fato e de verdade”? Em qual proporção a Bíblia fala de uma coisa e de outra?
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Púlpito Cristão

1991-2000: A década em que a pregação expositiva começou a desaparecer dos púlpitos da Assembleia de Deus

Há doze anos, nas Assembléias de Deus, não havia tantos malabaristas nos púlpitos. A pregação bíblico-expositiva ainda reinava. Pregadores que expunham a Palavra do Senhor, na dependência do Espírito Santo, ainda eram respeitados. Mas, com o falecimento de alguns homens de Deus e a queda espiritual de outros, começaram a surgir, em grande quantidade, os animadores de auditório...

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Bandido, insolente, fracassado e desocupado

Rev. Digão


 
 
 
Conforme denunciou o mano Danilo, o sr. Malafaia chamou, em seu programa de TV, aqueles que o criticam de bandidos, insolentes, fracassados e desocupados.

Minha mãe ensinava que era feio falar coisas dos outros sem provar. Acho que nem todos tiveram a mesma instrução.
Bandido, insolente, fracassado e desocupado é quem usa o nome de Cristo para se dar bem.
Bandido, insolente, fracassado e desocupado é quem prostitui o Evangelho...

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Vergonha

rev. Digão



Vergonha é um sentimento horrível. É aquela sensação de desconforto, de estar fora de ambiente, de estar completamente deslocado, em um lugar que não é seu. Aquela vontade de se estar em qualquer lugar, menos naquele que gerou a vergonha.


Já tive algumas vergonhas na vida. Vergonha das espinhas, vergonha das notas ruins na escola, vergonha de não ter grana. Mas todas são vergonhas passageiras.

O jovem rico e os profetas da prosperidade (humor!)

Por René Vasconcelos



Estava refletindo esses dias em Marcos 10, capítulo que nos traz a passagem do jovem rico, que questiona a Jesus o que deve fazer para herdar a vida eterna. A resposta de Jesus é de uma simplicidade tremenda, mas entendam; ser simplista não quer dizer ser simplório. A simples resposta de Jesus tem uma profundidade que deixou o jovem rico atordoado. Jesus cita os mandamentos de Moisés, algo extremamente comum para um judeu e, obviamente, o jovem rico já sabia de tudo isso. Porém, Jesus termina dizendo algo que deixa o jovem atordoado:
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Tragédias? Desde que sejam bem longe de nós...

Hermes C. Fernandes


“Quem é o meu próximo?” Foi esta a pergunta que um certo doutor da Lei fez a Jesus. Em outras palavas, ele queria saber com quem ele deveria realmente se importar, ou quem ele deveria amar.

Há vários tipos de proximidade. Alguém pode estar próximo geograficamente, mas completamente distante em termos ideológicos, sociais, até mesmo religiosos. Teríamos a obrigação de nos importar com o que acontece a pessoas que vivem do outro lado do mundo?
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